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13-06-2022

Sustentabilidade, Saúde e Economia | “Sexta-feira é o novo sábado…

   

Ou como uma semana de trabalho de quatro dias poderá salvar a Economia”. Com o lançamento deste livro, Pedro Gomes, economista e Professor em Birkbeck, Universidade de Londres, lançou a discussão sobre a necessidade da repensar a semana de trabalho, convicto de que será a melhor estratégia para reorganizar a Economia do século XXI.

Convidado deste painel, o especialista em emprego público, defendeu a semana de trabalho de quatro dias, com vantagens para as famílias, mas também para a produtividade das empresas e das organizações, tornando possível a ambição de “aumentar a felicidade dos trabalhadores e melhorar a Economia”. Partindo desta discussão que tem marcado a atualidade, o economista aplicou-a à Saúde como estratégia para resolver algumas das questões mais complexas e que se relacionam com as dificuldades de recrutamento, erro médico, treino e formação. Estabelecendo um paralelismo entre o que se passa em Portugal e noutros países, como Inglaterra, o economista acredita que é possível concretizar esta mudança num período de quatro a seis anos. “Hoje o trabalho é mais intenso do que há 50 anos, trabalhamos muito e precisamos de mais descanso, a começar pelos médicos”, defendeu, evidenciando números preocupantes sobre erro médico, litigio, divórcio entre os profissionais de saúde, com destaque para a situação de burnout ,com Portugal a revelar-se o país da Europa com a taxa de incidência mais elevada.

Apesar de parecer um conceito ainda novo, pelo menos por cá, Vasco Coelho Santos, considerado um dos jovens chefs mais promissores do mundo, distinguido recentemente pela Academia Internacional de Gastronomia como “Chef d´Avenir”, já implementou a experiência da semana de quatro dias, que encerram ao fim-de-semana para descanso. Equipas “mais felizes e motivadas” é o resultado desta mudança inovadora que decidiu imprimir na gestão do grupo Euskalduna.

Neste painel dedicado à “Sustentabilidade, Saúde e Economia”, a presidente da associação Dar i Acordar/Zero Desperdício, Paula Policarpo, partilhou a dinâmica da associação e do trabalho desenvolvido em prol de uma “economia de partilha de recursos” neste planeta que ainda “gera alimento para todos”, mas onde “milhões de pessoas morrem de fome a cada dia”. “Olhar o outro, com compaixão e amor sim, essa é a nova Humanidade”, defendeu.

Na mesma linha, o arquiteto Samuel Gonçalves, fundador da Summary, defendeu uma arquitetura “mais consciente”, capaz de promover a “eficiência e a suficiência energética”, assente numa “escolha criteriosa” de materiais, perante a inevitável necessidade de construção para albergar o crescimento exponencial da população.

 

 


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