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Acidente Vascular Cerebral (AVC)

  • O que é o Acidente Vascular Cerebral (AVC)?

O Acidente Vascular Cerebral isquémico é uma lesão do cérebro que ocorre devido a uma interrupção do fornecimento de sangue a uma parte deste órgão. Sem o fornecimento de sangue, as células cerebrais podem ficar danificadas e impossibilitadas de cumprir a sua função. Existe ainda o AVC hemorrágico, menos frequente que o subtipo anterior e que resulta da ruptura de um vaso sanguíneo com extravasamento de sangue e dano do tecido cerebral.

  • Qual a importância do AVC?

O AVC é uma das principais doenças neurológicas que podem danificar o cérebro, provocando incapacidade a longo prazo. Em Portugal constitui a principal causa de morte. Podemos mesmo falar numa epidemia que no nosso país atinge cerca de três pessoas por hora, resultando num total aproximado de 25 000 portugueses por ano. Só no Serviço de Urgência do Hospital Pedro Hispano/ULSM são atendidos, todos os anos, cerca de 800 novos doentes com AVC, provenientes dos concelhos de Matosinhos, Vila do Conde e Póvoa de Varzim.
É sobre estes números que importa reflectir, por duas razões fundamentais: primeiro porque o AVC se pode prevenir, e segundo porque o AVC se pode tratar. Isto significa que o AVC não é uma fatalidade. É possível reduzir o seu número e aumentar a proporção de doentes que recupera completamente depois de um AVC, voltando a assumir as suas funções na sociedade e na família.

  • Como se pode prevenir um AVC?

Como cidadãos somos responsáveis por reduzir, desde cedo, o nosso risco individual de sofrer um AVC, sendo essencial para isso vigiar e combater activamente os principais factores de risco modificáveis: tabagismo, consumo excessivo de álcool, hipertensão arterial, diabetes, obesidade, sedentarismo, colesterol elevado, doença cardíaca como a fibrilação auricular. É muito importante que, todos os anos, com a ajuda do nosso médico de família, façamos um balanço individual destes factores e iniciemos estratégias para os corrigir.

  • Como se trata?

Ao longo da vida, uma em cada seis pessoas serão atingidas por um AVC.
Para melhorarmos o nosso sucesso na resposta ao AVC temos de nos preparar para ele, pois muito tem mudado nos últimos 20 anos no tratamento agudo do AVC. Hoje é possível desobstruir, atempadamente, os vasos sanguíneos e tratar os doentes em unidades de AVC, aumentando assim a probabilidade de uma boa recuperação. Tanto a população como as instituições de saúde devem estar preparadas, pois “tempo é cérebro”.
Por cada 15 minutos de atraso aumenta a mortalidade em 4% e reduz-se a probabilidade de independência à alta em 4%.

  • Quais os sinais de alerta? Como se identifica um AVC?

A população precisa de conhecer os sinais de alerta e saber como activar, rapidamente, a Via Verde para o AVC. Assim, sempre que identifique a instalação abrupta de um dos sinais de alerta para AVC ou 3F, como será mais fácil de fixar — alteração na Fala com dificuldade em se expressar ou perceber o que lhe dizem, Face descaída de um dos lados (boca ao lado), ou perda de Força num dos lados do corpo –, deve contactar o número nacional de emergência médica 112, e activar a Via Verde para o AVC. Ao fazê-lo, está a garantir que o doente chega rapidamente ao hospital e que vai ter acesso ao tratamento indicado o mais precocemente possível, aumentando assim as probabilidades de uma recuperação completa.
Estamos certos de que a sensibilização da população para o AVC é fundamental aos nossos objectivos: reduzir o número de novos AVC por ano e aumentar o número de doentes devolvidos à sociedade sem sequelas depois de um AVC.

 

Dr. Vítor Tedim Cruz, Neurologista | Diretor do Serviço de Neurologia da Unidade Local de Saúde de Matosinhos | Investigador Doutorado do Instituto de Saúde Pública da Universidade do Porto |Membro da Direcção da Sociedade Portuguesa do AVC

 


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