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14-06-2022
Vasco Barreto, o nosso diretor do Serviço de Medicina Interna, foi eleito Secretário Geral da The European Federation of Internal Medicine (EFIM).

13-06-2022
À semelhança de anos anteriores, a ULSM participou no Programa de Intercâmbio HOPE, organizado pela Federação Europeia dos Hospitais (HOPE) e promovido em Portugal pela Associação Portuguesa para o Desenvolvimento Hospitalar (APDH), em parceria com Administração Central do Sistema de Saúde (ACSS).  Este ano, o programa, que já vai na sua 39 ª edição, e que envolve profissionais de saúde e gestores de diferentes instituições de saúde nacionais e europeias, teve como tema “Boas práticas em gestão da saúde baseada na evidência”. Este ano, a ULSM recebeu  duas participantes – Hanna Svensson, da Suécia, e Mireille Kolderman, da Holanda --, ambas profissionais de Saúde, com funções de gestão nas suas instituições,  e que passaram algumas semanas no HPH e no Aces Matosinhos, com o objetivo de conhecer a dinâmica da ULSM e as suas “boas práticas em gestão de Saúde” . Além de instituição hospedeira ao receber as duas profissionais ao longo de quatro semanas, este ano a ULSM organizou também a 2ª Reunião Nacional do Programa de Intercâmbio HOPE 2022, destinada aos participantes e profissionais de saúde de seis países europeus (Grécia, Espanha, Reino Unido, Suécia, Suíça e Holanda), incluindo os coordenadores locais deste programa. Nesta reunião, que decorreu em maio último, foram apresentados alguns dos projetos de integração de cuidados que caracterizam a atividade assistencial da ULSM.      

13-06-2022
Vasco Barreto, diretor do Serviço de Medicina Interna Eleito Secretário Geral da Federação Europeia de Medicina Interna (EFIM) em junho último, por ocasião do 20º Congresso Europeu de Medicina Interna, Vasco Barreto, diretor do Serviço de Medicina Interna do Hospital Pedro Hispano/ULSM, assume nesta entrevista à Pulsar a ambição de trazer um “novo impulso e afirmação” desta especialidade médica nos diversos sistemas de saúde europeus. Ao integrar o Comité Executivo da EFIM, os objetivos e desafios ganham uma escala europeia, mas sem perder de vista a mudança que começa a acontecer na ULSM e no País, também determinante para o próprio SNS, como defende. Que desafios enfrenta a Medicina Interna na atualidade? A Medicina Interna continua a enfrentar o desafio da sua própria identidade. Toda a gente sabe o que é e o que faz um cardiologista, um pediatra ou um cirurgião, mas são raras as pessoas que sabem o que é e o que faz um internista. Na verdade, na segunda metade do século XX, com a progressiva especialização em diferentes áreas médicas, a Medicina Interna sofreu um esvaziamento progressivo. Ainda hoje se vê o resultado desse fenómeno nos grandes hospitais, onde outras especialidades médicas têm grandes serviços independentes e a Medicina Interna está numa posição um pouco indefinida, a tratar os doentes demasiado idosos ou demasiado vulneráveis para serem candidatos às intervenções das restantes especialidades. O papel do Internista é ser o médico do doente integral, especialmente do doente complexo (com doenças sistémicas ou com múltiplas doenças) e do doente grave. Quase todos os doentes hospitalares precisam de um internista, por isso deveria haver internistas para todos os doentes internados. Mas, a realidade, é que a grande maioria dos hospitais não está organizada de forma a que isso que seja possível. O resultado é que os serviços de MI estão muito subdimensionados para todas as tarefas que assumem. Qual o contributo da MI no contexto das reformas que se ambicionam no SNS? Penso que existem essencialmente dois aspetos em que a MI pode contribuir determinantemente para as mudanças necessárias no SNS. Um aspeto é o aumento da presença dos Internistas em todos os serviços hospitalares. Primeiro, nos serviços cirúrgicos, em parceria com os cirurgiões, num regime de co-gestão. Os doentes cirúrgicos são iguais aos outros doentes hospitalares, com a diferença de que precisam de ser operados. Em tudo o resto, são doentes médicos e a sua segurança depende, entre outras coisas, da colaboração proactiva de um internista, que não seja chamado só em desespero de causa. Nos serviços médicos, eu gostaria muito de ver os outros hospitais evoluírem para modelos de organização como o que nós temos no nosso hospital: modelos departamentais polivalentes, em que todos os doentes internados têm um Internista e têm também acesso à consultoria de todas as especialidades médicas. Este modelo permite que nenhum doente deixe de ter acesso a opiniões e intervenções diferenciadas mas também não deixe de ter um médico que seja capaz de o abordar integralmente e definir prioridades. Este modelo é mais eficiente, evita redundâncias, combate o sobrediagnóstico, contorna as dificuldades de comunicação típicas dos hospitais clássicos e promove o espírito de equipa. Outro aspeto é a participação dos internistas no desenvolvimento de projetos assistenciais que possam ser alternativas ao internamento convencional e ao serviço de urgência. A urgência deveria ser o local de atendimento dos doentes agudos graves. Mas na verdade, em Portugal, a urgência é sobretudo o reflexo das disfunções do sistema. Estão lá os doentes agudos graves, mas estão lá também todos os doentes que não encontraram alternativa para resolver o seu problema: ou não conseguiram ser vistos pelo seu médico de família, ou não conseguiram contactar o seu médico hospitalar, ou não conseguem uma consulta de especialidade ou um exame em tempo útil, ou não têm suficiente literacia para gerirem a sua própria situação, ou estão ansiosos e não têm rede de apoio, ou não têm condições sociais para permanecer onde vivem, ou simplesmente estão mergulhados numa cultura em que ir à urgência é banal, como ir a uma loja de conveniência que nunca fecha e que tem quase tudo o que possa ser preciso. O problema da urgência não se resolve enchendo a urgência de médicos (embora eles sejam precisos, e muito, no estado em que as coisas estão). Resolve-se com projetos como os que eu referia. Na ULSM, nos anos recentes vários projetos têm avançado nesta área, como por exemplo, a Equipa de Doentes Crónicos Complexos e a Hospitalização Domiciliária. Que expectativas para esta dinâmica de resposta assistencial? Precisamente, esses são dois exemplos de como se podem manter os doentes, mesmo doentes complexos e com gravidade clínica, fora da urgência e do internamento. A ESDCC consegue reduzir em mais de 50% o número de episódios de urgência e o número de dias de internamento dos doentes que segue. A UHD permite tratar alguns doentes agudos, de nível hospitalar, em sua casa, com mais segurança, menos complicações e muito mais satisfação. Temos também a Consulta de Reavaliação Precoce, que permite reavaliar a curto prazo doentes com alta do internamento ou da urgência, conferindo maior segurança para altas precoces. Mais recentemente, começou a funcionar a Unidade de Diagnóstico Rápido, que permite estudar rapidamente, em ambulatório, doentes que de outra forma teriam que ser internados para investigação diagnóstica. Dentro de um ano, espero que tenhamos já o novo Hospital de Dia, que nos facilitará desenvolver consultas abertas, que retirem os doentes crónicos agudizados da urgência, o que aliás já acontece nalgumas áreas como a Insuficiência Cardíaca ou a ESDCC. Este conjunto de dispositivos de proximidade, no seu conjunto, pode reduzir as necessidades de internamento e o número de episódios de urgência, colocando mais racionalidade, mais valor em saúde, mais segurança e mais eficiência no sistema. Que projetos gostaria de ver concretizados e qual a marca que gostaria de deixar na EFIM? O principal desafio da EFIM é encontrar um denominador comum entre os Internistas dos seus países membros. Existe muita heterogeneidade entre países. No sul da Europa, por exemplo, a MI é uma especialidade final. Ou seja, depois de 5 anos de treino somos Internistas generalistas. Podemos ter um perfil mais ou menos definido, mas todos somos generalistas. Um Nefrologista, por exemplo, tem um estágio de 1 ano de MI e depois tem mais 4 anos de formação e no fim é Nefrologista, mas não Internista. Nos países da Europa central e do norte, existe um sistema de dupla titulação. Todas as especialidades médicas têm 3 anos iniciais, após os quais são titulados como Internistas, e depois têm mais 2 ou 3 anos e obtêm uma segunda titulação, por exemplo Nefrologia. Como é evidente, este Internista vai passar o resto da sua carreira a ser Nefrologista. Nestes países, a MI geral praticamente não existe. Em Inglaterra, por exemplo, não existe mesmo Medicina Interna. Por isso, está a ver como é difícil dialogar e encontrar pontos de contacto entre países com realidades tão distintas. É evidente que não é possível uniformizar um mapa tão heterogéneo. No entanto, do meu ponto de vista é possível valorizar aquilo que constitui a base comum a todos os Internistas: a Medicina Interna geral, que tem a possibilidade de se afirmar nos hospitais e fora das suas paredes, em projetos como os que antes exemplifiquei. O envelhecimento da população e as suas consequências (multimorbilidade e complexidade clínica) tornam a MI geral cada vez mais importante para os hospitais e para os sistemas de saúde. Se no fim do meu mandato esta visão tiver ajudado a impulsionar os Internistas de outros países para estes caminhos e a valorizar a Medicina Interna geral, ficarei muito satisfeito.    

13-06-2022
Catarina Aguiar Diogo, Vogal do Conselho de Administração da ULSM, e Manuel Cepeda, diretor do Seal Group deram as boas-vindas aos convidados desta 4ª edição da Connecting Healthcare, a primeira pós-pandemia e já num regresso ao formato presencial, que assinala também os 23 anos de atividade assistencial da instituição. Criada em 1999, a ULSM foi uma “verdadeira inovação” no panorama nacional da prestação de cuidados, e é esse o caminho a seguir nesta Nova Humanidade, cruzando saber e conhecimento, convidando para este espaço de discussão investigadores, cientistas, médicos, economistas, gestores, artistas, pensadores e escritores, numa “dinâmica de cooperação e diversidade fundamental à sociedade atual e à Saúde”, como referiu Catarina Aguiar Diogo, lembrando o mote escolhido para esta edição. Por seu lado, Manuel Cepeda destacou a importância desta iniciativa que tem como objetivo a humanização da saúde através da preparação dos seus profissionais para as novas competências, tendo em conta o atual contexto de mudança, nomeadamente a transformação digital, e de um “futuro que exige novas respostas”.     

13-06-2022

Nesta edição especial da newsletter Pulsar registamos alguns dos momentos mais marcantes do dia e partilhamos o testemunho emocionado da ex- ministra da Saúde, Maria de Belém Roseira, agraciada pelo Presidente do Conselho de Administração da ULSM, António Taveira Gomes, com a medalha de ouro de mérito da ULSM, em reconhecimento por todo um percurso inspirador na Saúde, incluindo a criação desta que foi a primeira ULS nacional, e que com este evento assinala 23 anos de atividade assistencial.

O evento decorreu a 29 de junho, no espaço inspirador do Terminal de Cruzeiros do Porto de Leixões que acolheu mais de 300 convidados, surpreendendo-os com um painel de 20 oradores, figuras de referências nacionais e internacionais, e protagonistas de áreas tão distintas como a Saúde, a Economia, a Ciência,  a Tecnologia, Arte e o Desporto. Do futurista australiano Michael MacQueen ao cientista alemão Benjamin List, Prémio Nobel da Química 2021, esta edição contou com a participação do economista Pedro Gomes, autor do “Friday is the new Saturday”, Virgílio Bento, fundador e CEO da Sword, Paula Policarpo, presidente da Associação Dar i Acordar/Zero Desperdício, Rosalia Vargas, presidente da Ciência Viva, Beatriz Imperatori, diretora executiva da Unicef Portugal, Arlindo Oliveira, presidente do INESC, do escritor Walter Hugo Mãe e do músico Rui Reininho, mas também do Chef Vasco Coelho Santos e da campeã olímpica Fernanda Ribeiro, entre outros, que se reuniram neste desafio de em torno de temas tão atuais como a “Sustentabilidade, Saúde e Economia”, a “Cooperação Humana e a Transformação digital” ou “Desafios da Diversidade Geracional”.                   Mais fotos aqui: https://www.connectinghealthcare.pt/media/fotografias/ e aqui: https://photos.app.goo.gl/zCS8VT97Feuq577e7