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30-11-2020

“Vamos continuar, sempre!”

“Vamos continuar, sempre!”

Novembro foi o mês da sensibilização para o cancro do pulmão. Falámos com um dos nossos utentes, fotojornalista, que se deixou fotografar pelo telemóvel da sua médica pneumologista, Fernanda Estevinho. Antes já tinha ele próprio captado os rostos, com máscara, da nossa equipa do Hospital de Dia.

Fotojornalista ou fotógrafo, para os mais antigos na profissão e que o conhecem, desta vez o Joaquim deixou-se fotografar pelo iphone da sua médica, Fernanda Estevinho, posando sem largar a sua máquina, num espaço que dá pelo nome de Hospital de Dia e que há mais de um ano faz parte da sua vida nesta batalha contra a doença – um cancro do pulmão.
Em vésperas de fazer 60 anos, a renovação da carta de condução obrigou-o a passar pelo consultório da médica de família. O emagrecimento, recente e repentino, a falta de ar e o cansaço fizeram soar o alarme. Embora para o Joaquim fosse apenas excesso de trabalho, a médica pediu exames e logo o resultado do TAC levantou a suspeita que a biópsia confirmou: cancro do pulmão. “E a partir daí foi uma luta!”.
Uma luta que apesar da sorte inicial, de uma neoplasia localizada e sem metástases, teve momentos mais difíceis que outros – quimioterapia, radioterapia, internamentos, imunoterapia –, mas que quase sempre o deixou continuar a fotografar. “No final de um trabalho, o cansaço era enorme”, diz, o que no mundo dos jornais, das revistas, e mesmo das publicações mais “cor-de-rosa” é altamente penalizador, condicionando rendimentos e a vida em família, ainda mais quando se trabalha como freelancer.
Estava a acabar o ciclo de radioterapia, a 6 de março, quando a pandemia pela covid-19 veio transformar as nossas vidas, e os hospitais se tornaram lugares estranhos, quase assustadores, que temos vontade de evitar e medo de estar, apesar da doença que é preciso continuar a tratar. Joaquim diz que nunca se sentiu assustado ou com medo, e por essa razão o seu testemunho é importante neste momento e neste mês dedicado à sensibilização do cancro do pulmão. “Senti-me sempre seguro, nunca me ocorreu deixar de vir aos tratamentos por causa do covid. Vejo sempre muito cuidado por parte do serviço, das médicas, das enfermeiras, todos…Tinha que continuar o tratamento, apesar do covid!”.
Anos e anos a eternizar factos, notícias, histórias de vida, fait divers e caras famosas, Joaquim confessa que neste momento o que mais lhe custa é fotografar rostos com máscara. “O nosso olhar é muito, mas faz falta ver a expressão de um rosto. Tenho que resistir a tirar-lhes a máscara”, confessa. Por agora ainda não, e por essa razão é de máscara e em segurança que o fotojornalista registou mais uma ida ao nosso Hospital de Dia.

Para mais informações, contactar Paula Carvalho |Unidade Local de Saúde de Matosinhos, EPE| Assessoria de Imprensa | Gabinete de Comunicação e Relações Públicas paula.carvalho@ulsm.min-saude.pt | tlf 229 391 008

 


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