Ir para o conteúdo
Início
/
Cidadão

Semana Europeia da Vacinação

 

Na Semana Europeia da Vacinação damos conta da análise da vacinação ao ano de idade, aos 2 anos, 7 anos, 14 anos, 65 anos, as chamadas “coortes”.  Uma análise feita pelo
Departamento de Saúde Pública da Administração Regional de Saúde do Norte, I.P, no âmbito da Avaliação do Programa Nacional de Vacinação (2008 a 2018).

Assim, a Unidade Local de Saúde de Matosinhos apresenta coberturas vacinais médias superiores a 98% para a maioria das coortes e vacinas em análise.
São exceção apenas dois casos:
• Na coorte dos 2 anos e apenas para a 3ª dose da vacina anti pneumocócica (Pn13 3ª dose) em que a média da cobertura vacinal é de 93,7% . A média é mais baixa, uma vez que considera a avaliação em anos anteriores à introdução desta vacina no PNV (exemplo: na avaliação de 2016 a cobertura é de 86,26, mas na avaliação de 2017 e 2018 já é superior a 98%).
• Na coorte dos 65 anos em que a cobertura vacinal é de 84.4%.

Relativamente à vacina HPV nas coortes em avaliação, a média das coberturas vacinais é de 95,5%, valores consideravelmente superiores à meta preconizada pela DGS, que é de 85%.
As coberturas vacinais na sua generalidade são superiores às metas preconizadas pela DGS para as crianças e jovens até aos 18 anos, o que nos permite garantir com segurança a imunidade de grupo.

Informação importante a reter pelos “heróis da vacinação” :

A vacinação, ao longo da vida, tem como finalidade erradicar, eliminar ou controlar doenças infeciosas, contribuindo para a franca redução da morbilidade e da mortalidade, principalmente na infância, sendo considerada uma das medidas de Saúde Pública com melhor relação custo-efetividade. O Programa Nacional de Vacinação (PNV) é, aliás, ao longo dos seus mais de 50 anos de existência, provavelmente o programa de Saúde Pública mais universal e mais custo-efetivo do País. No entanto, não podem ser ignoradas outras estratégias vacinais para a proteção da saúde pública e de grupos de risco ou em circunstâncias especiais, como a vacinação anual contra a gripe, a vacinação de viajantes e ainda a prescrição de vacinas baseada em critérios de proteção individual.
Em Portugal, desde 1965, ano em que se iniciou o PNV, milhões de crianças e de adultos foram vacinados com vacinas de qualidade, eficazes e seguras, com enorme impacto na Saúde Pública. Não criar barreiras no acesso à vacinação é imperativo numa época em que, um pouco por todo o mundo, se manifestam fenómenos de hesitação vacinal, incluindo a existência de movimentos anti vacinação. Para contornar estes movimentos, é fundamental a motivação e um elevado nível de formação dos profissionais nele envolvidos bem como a perceção dos cidadãos de que a vacinação é uma mais-valia para a saúde individual e para a saúde da comunidade, sendo, ao mesmo tempo, um direito e um dever, quer cívico quer ético.
O êxito do Programa Nacional de Vacinação (PNV) depende de diversos fatores, tais como a disponibilização de vacinas de qualidade e o empenho das equipas de saúde familiar. É a estes profissionais que cabe assegurar a disponibilidade de vacinas em tempo útil nos serviços de saúde, proceder ao seu armazenamento em condições adequadas de forma a manter as condições de termoestabilidade, divulgar o PNV, motivando as famílias e a comunidade e aproveitando todas as oportunidades para vacinação. É também necessária uma monitorização ágil, possível através de sistemas de informação que permitem o registo centralizado das vacinas, e acessível, com respeito pela proteção de dados pessoais, aos profissionais do Serviço Nacional de Saúde.

No âmbito do PNV, devem ser garantidos os seguintes princípios:
a) Gratuitidade para o utilizador;
b) Acessibilidade;
c) Equidade;
d) Abrangência, destinando-se a todas as pessoas presentes em Portugal que tenham indicação para vacinação;
e) Aproveitamento de todas as oportunidades de vacinação para iniciar ou completar esquemas vacinais;
f) Acesso a informação e esclarecimento prévios à vacinação, dos cidadãos ou dos seus responsáveis, permitindo-lhes a tomada de decisões informadas.
A vacinação deve ser entendida como um direito e um dever dos cidadãos, participando ativamente na decisão de se vacinarem com a consciência que estão a defender a sua saúde, a Saúde Pública e a praticar um ato de cidadania.

Fontes:
Diário da República n.º 105/2015, Série II de 2015-06-01
– DGS – https://www.dgs.pt/paginas-de-sistema/saude-de-a-a-z/programa-nacional-de-vacinacao/programa-nacional-de-vacinacao.aspx
– DGS – Norma nº 016/2016 de 16/12/2016 atualizada a 31/07/2017 – Novo Programa Nacional de Vacinação – PNV 2017


Partilhar:
Ir para o topo