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Viver com a demência

Projeto “Viver com Demência”

A área da Saúde Mental, pela sua importância e necessidade atual, é uma área estratégica de intervenção das Unidades de Cuidados na Comunidade (UCCs) do Aces Matosinhos, assegurada por enfermeiros especializados e vocacionados para o acompanhamento do utente e família no seu contexto, na sua comunidade. A preservação da autonomia do utente — pelo maior tempo possível — é um dos principais objetivos deste projeto “Viver com Demência”.

1- Como surgiu este projeto?

O projeto Viver com Demência surgiu em 2010, na UCC da Senhora da Hora, em resposta à necessidade crescente de intervir junto dos nossos utentes com demência e seus cuidadores/família. Atualmente, está a ser também dinamizado na UCCs de Matosinhos, de São Mamede de Infesta e de Leça da Palmeira por Enfermeiros Especialistas em Enfermagem de Saúde Mental e Psiquiatria com projetos que visam garantir à população uma maior proximidade dos cuidados necessários, de uma forma rigorosa, diferenciada e adequada a cada situação.

2- A área da Saúde Mental é estratégica, mas quais os objetivos deste projeto de intervenção em concreto?

O projeto abrange todos os utentes com diagnóstico de demência e défice cognitivo ligeiro, suas famílias e cuidadores. Pretendemos detetar o mais precocemente possível situações de demência ou défice cognitivo ligeiro e acompanhar os utentes e suas famílias, capacitando-os para a gestão da doença e de todas as alterações cognitivas, comportamentais e funcionais que lhe estão inerentes.

3 – De que forma os utentes podem ter acesso a este apoio?

Os utentes podem ser referenciados pelo médico de família, enfermeiro de família ou por parceiros da comunidade. Após uma avaliação rigorosa, é estabelecido um plano terapêutico personalizado e contextualizado, em parceria com o utente e família/cuidadorl. Discutem-se as preocupações e necessidades, definem-se prioridades e exploram-se as opções disponíveis sobre os cuidados necessários.

4- Que atividades são dinamizadas?

A estimulação cognitiva individual e em grupo do utente é um pilar integrante deste projeto, com o objetivo de permitir manter ou mesmo recuperar funções cognitivas, como a memória, a orientação, concentração, atenção, a capacidade de reconhecer objetos e pessoas, a capacidade intelectual, a capacidade para desenvolver tarefas simples ou complexas, entre outras.

5- A proximidade de cuidados passa pelas visitas domiciliárias, por conhecer as rotinas do doente/família e ajudar a mantê-las. Ir a casa do utente faz a diferença?

A preservação da autonomia do utente — pelo maior tempo possível — é uma das nossas principais preocupações, pelo que a estimulação das atividades de vida diária através da orientação guiada, do uso de indicadores do ambiente, da aprendizagem por repetição e do ensino aos cuidadores, é uma intervenção psicoterapêutica utilizada ao longo de todo o acompanhamento. O acompanhamento em contexto domiciliário permite-nos ter a real noção do contexto do utente e sua família/cuidador, facilitando uma intervenção mais direcionada às necessidades reais.

6-Esta intervenção valoriza o envolvimento da família e/ou cuidador no processo terapêutico. De que forma se faz esse “ensino”?

O cuidador e família são essenciais para o sucesso do desenvolvimento do plano terapêutico definido. Deste modo, o acompanhamento do cuidador passa essencialmente por ir ao encontro das suas necessidades no desempenho deste seu papel tão importante. Neste sentido, o suporte emocional, a psicoeducação com o ensino e treino de estratégias compensatórias para gerir a comunicação, gerir o comportamento e reações emocionais, gerir as alterações funcionais e promover a estimulação nas atividades de vida diária são técnicas e intervenções psicoterapêuticas essenciais para prevenir a sobrecarga física e emocional, e o stress do cuidador.
Com esta nossa intervenção queremos envolver utente, cuidador e família numa parceria de saúde, que leva a uma melhoria da qualidade de vida. Também realizamos momentos e partilha para os cuidadores, como tertúlias, workshops, exposições e outras iniciativas.

Enfermeira Rita Costa e Enfermeiro Sérgio Pimenta durante uma das atividades do projeto.

 


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