Estima-se que em todo o mundo existam cerca de 2.500.000 pessoas com Esclerose Múltipla, em Portugal são mais de 5000 doentes, estimando-se uma prevalência de 50 casos por cada 100 mil habitantes. O acompanhamento destes doentes requer uma abordagem multidisciplinar, envolvendo várias especialidades médicas e tendo em conta o impacte da doença na vida da pessoa.
A Esclerose Múltipla (EM) é uma doença crónica, inflamatória e degenerativa, que atinge o Sistema Nervoso Central. Esta patologia surge, frequentemente, entre os 20 e os 40 anos de idade, sendo mais incidente nas mulheres. Estima-se que em todo o mundo existam cerca de 2.500.000 pessoas com EM e, em Portugal, mais de 5000, com uma prevalência estimada de 50 casos por cada 100 mil habitantes.
As manifestações clínicas da EM variam de pessoa para pessoa devido à grande variabilidade de localizações neuroanatómicas e da sequência temporal das lesões inflamatórias. Por exemplo, uma alteração da acuidade visual, visão dupla, diminuição da sensibilidade ou força num membro, desequilíbrio na marcha. Geralmente não é um sintoma transitório, mas sim de duração superior a 24 horas e que pode prologar-se por várias semanas, se não se realizar um tratamento precoce.
A intervenção terapêutica na doença desenvolve-se em duas vertentes: o tratamento farmacológico (agentes modificadores da doença e medicamentos sintomáticos) e a reabilitação, motora e cognitiva. É importante salientar que o acompanhamento destes doentes requer uma abordagem multidisciplinar envolvendo as especialidades de Neurologia, Oftalmologia, Fisiatria, Urologia, Psiquiatria, Enfermeiro de referência para a EM, Médico e Enfermeiro de Família, Psicólogo e Assistente Social.
Sim, já realizamos uma sessão no âmbito da comemoração do Dia Nacional da Pessoa com Esclerose Múltipla dedicada aos doentes e seus familiares. Através de uma abordagem mais informal, e fora do contexto da consulta, a nossa intenção foi debater o impacte da doença na vida da pessoa, os tratamentos, o apoio de enfermagem e as alterações neuropsicológicas da EM, com o objetivo de esclarecer, desmistificar a doença e, ao mesmo tempo, estreitar a relação entre os vários intervenientes. É importante, e é nossa intenção, realizar mais ações destas.
Dr. Filipe Correia, Neurologista | Enfª Teresa Torres, Consulta de Enfermagem
Unidade de Esclerose Múltipla do Hospital Pedro Hispano/ULSM

Dr. Filipe Correia