Sala de espera vazia, sem a azáfama de outrora, levam-nos a pensar e a escrever.
Foi o que fez um médico nosso, enquanto aguardava, no seu gabinete, vazio: “sem o habitual barulho da sala de espera , os sorrisos e cumprimentos de quem chega, o olhar de quem está… senti a necessidade de escrever algo aos “meus” utentes, de uma forma geral:
Neste momento de angústias, ansiedades e desafios, em que o contacto próximo é substituído pelo contacto telefónico, reparamos que somos todos seres humanos frágeis e vulneráveis e que precisamos uns dos outros para vencer cada batalha.
Num mundo pejado de conflitos onde as palavras agressivas pairam com normalidade, também eu me sinto impelida a agradecer a vossa atitude de colaboração e serenidade mas acima de tudo, as palavras de reconhecimento, carinho e preocupação com a nossa saúde, que ouvi em inúmeras teleconsultas, que tornam tudo mais fácil e dão sentido ao que fazemos.
Com os melhores cumprimentos,
Do seu médico”
